segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Não amo de graça



Eu não amo de graça, na verdade não sei amar dessa maneira. Tem que haver pagamento pelo serviço prestado e nesse caso trata-se da reciprocidade. Só amo quando sou amada. Não me venha com aquela velha história de que existe amor platônico. Nenhum amor sobrevive a falta de tato, de sentir, de beijos e abraços, nenhum. Isso também é válido para quando há aqueles amores que já terminaram no meio do relacionamento e apenas eu continuo amando. Concordo que o sexo não é o principal e que eu chegar atrasada aos jantares não ajuda. Mas acho que todos os amores são assim, só existem quando é recíproco, se não, qual seria graça de amar?


sábado, 19 de novembro de 2011

seus textos



eu sempre fico na expectativa de você escrever algo.
talvez porque pareça uma dica de como eu devo seguir e te seguir.
claro que por vezes, muito de suas palavras me assustam e surpreende,
mas ainda assim é algo que eu gosto de ler.
é isso, te ler é um complemento de saber sobre você,
de como está e em como se sente. por mais que às vezes não
escreva de você, não diretamente,
mas dá pra sentir vontade nas tuas
palavras não ditar de você.

gosto do teu jeito de ter todos os jeitos de falar de amor,
de saudade, de tuas histórias e
de tuas vontades.

gosto da tua paz nos olhos e
a cor de mar.



escrave-me mais.

domingo, 13 de novembro de 2011

flores para a despedida




sabe o que andei pensando ultimamente?
que somos tão inversos ao que temos como comum, o
que quero dizer é que somos um tipo diferente, mas iguais. é que às vezes tenho a sensação
que de alguma forma combinamos.
conseguimos passar horas conversando,
não repetimos assuntos e você sempre tem algo novo à
me ensinar e eu te conto como meu dia não é uma novidade.
temos músicas e gosto diferentes,
mas que suportamos para nos acompanharmos.
te deixo andar do lado de dentro da calçada para te proteger, e você dorme me abrançando,
numa tentativa de me fazer mais perto.
talvez eu tenha decorado todos os seus
sorrisos porque sei exatamente o que faço para
provocá-los. tem seu jeito de andar,
e como fica em dúvida para escolher uma roupa.
todas as confusões que um cruzamento
de trânsito te causa e o teu sanduíche favorito.
gostei da cor do teu esmalte de ontem a noite e
do perfume da tua irmã, que você usou.

ah, eu acho que nunca te disse, mas aquela noite na praia foi o momento
em que eu mais te amei. talvez porque você não tivesse escolha alguma para fazer, porque éramos certeza e eu não
precisava de você.
é como um desabafo, de quem está tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
eu não sei como foi e não estou certo do que eu poderia ter feito, mas te deixei ir porque parece o mais certo.
mas te trago flores aos poucos, para não sentir a falta repentina.



- e agora fica uma pergunta: como não amar tudo em você?

insônia




eu tenho que largar dessas insônias que se tornaram diárias,
ou fazê-las largar de mim.
agora tô indo viajar pela vida de alguém, um outro alguém,
que não tenha medo ou desculpas. quem sabe fazer moradia por lá e,
parar de pensar um pouco em planos com você.



ser feliz é complicado.